segunda-feira, 25 de abril de 2016

4 Dias de Itália - Verona (3° e 4° dia)

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Dei graças a Deus quando finalmente chegamos a Verona! Viemos de ônibus dessa vez, e deve ter levado algo em torno de 2h. A paisagem era estranhamente familiar, lembrando muito a fauna do interior do Minas (mas sem as estradas esburacadas e quase completamente reta), com a adição de fazendinhas espalhadas e casas coloniais.

Chegando na cidade, já bem de noite, tivemos de pegar um ônibus, mas, adivinhe só:  não vendiam mais passagens! Fomos então para o ponto esperar na sorte. Assim que ele passou, pulamos dentro. Ofereci o dinheiro da viagem pro motorista, mas ele me indicou que ela deveria ser paga numa maquininha lá dentro. Descobri então que a máquina só aceitava moedas de 2 euros, coisa que eu não tinha MESMO! E aí? E aí que seguimos até metade da viagem sem pagar, e pulamos pra fora do ônibus quando chegamos ao centro, ainda 10 minutos a pé de distância da casa em que ficaríamos. Ali em Verona não existe trocador (e nem aqui na Inglaterra), mas fiscais que entram aleatoriamente para checar seu  passe e se ele está validado. Se não estiver você paga uma multa de 1000 Euros ou pode ser preso. Imagina só que treta?

 Dessa vez não tivemos problemas com nossa host do Airbnb, e fomos super bem recebidos (e ela falava inglês, omg!) em seu flat maravilhoso com cama, cozinha e banheiro liberados.

Aproveitando que estamos falando de casa, vou contar umas coisinhas que são diferentes do Brasil:


  • A torneira aqui tem frio e quente (lá na minha casa só tem MUITO FRIO quando estamos no inverno ou MUITO QUENTE quando estamos no verão e o Sol esquentou a caixa d'água) e sai água potável!
  • A água é HORRIVELMENTE HORRÍVEL! Ela tem gosto de BLERGH misturado com um pouco de ARGH e muito Cal. A da Inglaterra é ruim, mas a da Itália é PÉSSIMA.
  • A água vai arrancar sua pele de tão seca que ficará. E olha que eu tenho a pele super oleosa!



    • Os banheiros não têm lixeira >:( E temos de jogar tudo no vaso.
    • Como fazer com os absorventes e outros lixos? Eu não fazia ideia, então colocamos uma lixeirinha do lado pra juntar esse tipo de dejeto. 
    • Não vi nenhum chuveirinho do lado do vaso, mas vi mais de um lugar com bidê!
    • Os supermercados fecham de 13 às 15h pra sesta. E tudo fecha lá pras 16h (com exceção dos mercadinhos de chineses e indianos!)

    Enfim, dormimos uma noite ótima, e no caminho deu pra mapear, mais ou menos, as atrações da cidade para o dia seguinte. A cidade é bem gracinha e muito mais agradável que Veneza. Tem verde, tem ar fresco, não teve calor e as pessoas são ligeiramente mais receptivas.


    Aqui nós também demos preferência para os lugares que fossem de graça (hehe, low cost 4life), o que significa que fomos às igrejas, muralhas e lugares abertos ao público turista (que era bem menor aqui). Verona, para quem não lembra, foi a cidade palco para o romance de Romeu e Julieta, então é claro que eles aproveitariam disso pra ganhar dinheiro por aqui.



    A primeira igreja que visitamos ficava ao pé de uma ruína romana deixada na região. Não lembro mais o nome (hue), mas era bem bonitinha e fedidinha de mofo.







    Podíamos entrar e pegar em tudo lá dentro, e ninguém ficava vigiando! Haha
    É bem legal poder ver de perto essas pinturas super mega antigas, reparar nos descascados que vão surgindo e nas pinceladas sobre pinceladas.

    No caminho para o ponto mais alto da cidade (a primeira foto desse post), encontramos ainda uma série de lugares bonitinhos e ótimos para ensaios fotográficos. Morar no centro histórico de Verona é garantia de cenário pra um ano inteiro!


    Sobre o trânsito, não tinha tanto em Verona (era domingo, ok...), mas os carros que passavam costumam estar voando! Não só isso, o pessoal estaciona bem em cima da calçada sem nenhuma cerimônia. E nos lugares pagos, existe essa maquininha toda em italiano para você tirar suas fichas de estacionamento (que nem vemos em desenhos animados, mas nunca vi no Brasil).


    O pessoal bota o nome do amor e põe esses cadeados em todas as correntes da rua uhauhauha

    Quase perto da hora do almoço chegamos nessa catedral de Verona, que parecia ser feita de biscoito por fora. Quem estava acompanhando no Snapchat (lazhiral) viu a cobertura completa da igreja por dentro, uhauhauha, até a hora da missa.

    Guia turístico multilingual dentro da catedral. 1 Euro pra ouvir.






    Depois da igreja passamos num mercadinho chinês (única coisa aberta às 13h), compramos macarrão e molho e fizemos uma macarronada para o almoço. Depois da nossa sesta tivemos de esperar até umas 15h pro supermercado mesmo abrir e podermos comprar as coisas sérias pro jantar e café da manhã do dia seguinte.

    De lá seguimos para o cemitério da cidade, que é monstruosamente maravilhoso.




    Existiam ali dentro pelo menos umas 2 galerias inteiras enormíssimas, do tamanho de campos de futebol! Não consigo estimar a quantidade de defuntos que estão ali, mas deve passar dos milhares. Ah, pelo estilo de tumba e cripta dá pra entender que só gente bem rica foi enterrada ali.


    Depois disso seguimos para o centro da cidade, próximo a uma Arena. Acabei perdendo a foto que tirei de lá :( Mas tenho foto do... Pretzel maravilhoso que comprei numa banca alemã!




    Na direita é um bueiro de cigarros. O povo aqui fuma que nem condenado! Nem Porto Alegre tinha tanto fumante assim, crendeuspai!


    E os maravilhosos... Gelatos! Rodamos muito até encontrar um lugar com preços acessíveis que não fossem servidos por chineses, huauha. Esse daqui, com três bolas cada, custou 1,50Euros. Peguei de Chocolate, pistache e iogurte e é assim, MARAFILHOSO! Muito bom mesmo, bem melhor que Lullo e Kibon (só não posso comparar com hagen porque nunca comi ahuuha) e super macio e texturoso <3 Ele veio cheio de pedacinho de tudo, e o de iogurte parecia grego! 


    Nossa última parada de relevância foi no castelo da cidade, que eu não lembro o nome também. Era bem bonito e antigão, e tinha um pessoal com sanfona tocando aleatoriamente.




    Era bem bonito de verdade, e me encheu de inspiração para futuras criações narrativas!

    Mais ou menos 18h!


    Por fim, entramos no Arsenal e tinha um minhocão rodando enquanto tocava... BONSHI BONSHI BOMBOMBOM! WHAAAATTT?? Sim, isso mesmo! Estava tocando Xi Bombom de As Meninas lá no parquezinho dentro do Arsenal.

    Casa Grande? Que nome ruim, auhuha
    Enfim, esse foi nosso último dia de Itália, e eu já estava bem ansiosa para voltar para a Inglaterra, onde o ar é bem mais úmido, o clima é bem melhor e as pessoas são mais agradáveis, uhahuauha (e a comida mais barata, plz).

    Além das dicas que dei no último post, tenho de lembrar dessa daqui:

      

    Google Tradutor salva siiim! Pode acreditar em mim. Como o italiano é lá bem parecido com o português, não é dificil pra gente imitar o sotaque deles, nem de entender o que estão falando. Mas existem vários falsos cognatos e, apesar da gente entender eles, o pessoal, sei lá por que, não entende a gente.

    Daí quando eu precisava falar uma frase mais complexa ou ler algum rótulo para entender os ingredientes de algo, o Google Tradutor era meu melhor amigo. Baixe os pacotes de italiano e português e seja feliz! 

    Agora começarei voltarei com as postagens de giro ao redor da Inglaterra, aleluia!

    domingo, 24 de abril de 2016

    4 dias de Itália - Veneza (2° Dia)

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    Chegamos a Veneza por uma viagem de trem sobre as águas, mas já era noite e deu para ver pouco da cidade nesse primeiro contato. Infelizmente tivemos um problema com nossa acomodação pelo AirBnb e a pessoa que estava alugando deu o quarto pra outro casal. Daí tivemos de arranjar acomodação em um hotel de última hora, pagando 150 Euros pra 4 pessoas por uma noite com café da manhã apenas. Vish!

    Minha primeira impressão do povo italiano já começou com o pé esquerdo. Primeiro as lojas que fecham às 16h, depois os policiais parando a gente para saber quanto dinheiro nós estávamos trazendo para a Itália (???), depois a moça do Airbnb com um amigo super estressado e que mal falava inglês e, por fim, a louca da pensão Doge na Itália (um hotel internacional com certificado do tripadvisor mas que a recepcionista não fala inglês...) , que cobrou 150 Euros por uma noite, dizendo que não faria recibo para evitar as taxas caríssimas que eles cobram no país. A senhora visivelmente transtornada queria ficar com nossos passaportes enquanto tomávamos banho para poder fazer a ficha do hotel. A CHANCE? ZERO NÉ! O passaporte é o único documento que você tem para se proteger dentro do país, é inconcebível que ele fique desprotegido assim. Resultado: Briguei com a senhora em italiano enrolado e não sei se ela entendeu, mas no final eu mesma preenchi nossas fichas do hotel e ela não ficou com nossos passaportes nem um segundinho sequer. Já tinha experimentado demais do mal caratismo do povo daquela ilha para me arriscar a deixar qualquer documento longe de mim. Tá louco.


    Agora, sobre a cidade de Veneza...
    É um lugar bastante interessante para fotos, já que cada quadrinha (ali no centro histórico) parece um cenário de jogo. Reconheci muita coisa de Assassin's Creed, e antes que alguém zoe, eu consegui me comunicar com as pessoas graças à jogatina em italiano de ACII! Haha


    Uma coisa interessante é a quantidade de ambulante que existe em Veneza. Deve ter pelo menos um por esquina, e acredite, esquina é o que não falta ali. Um ponto importante, porém, é que todos esses ambulantes ou são indianos ou são negros. Os indianos, majoritariamente, não falam nem inglês nem italiano. Me pergunto como sobrevivem nesse país com tanto ar nacionalista.

    As máscaras, famosíssimas na região, podem ser encontradas por 1 a 3 Euros nas barraquinhas dos indianos, por 2 a 6 Euros nas lojinhas dos chineses e por 20 a 100 euros nas lojas especializadas de italianos. Nas lojas italianas há sempre o aviso de "It's not from China! Don't buy chinese products!" espalhado pelo local. Diz muito sobre o momento que vivemos na economia, não é mesmo?

    Pichações com motivos socialista x fascista também existem aos montes pelas ruas




    Nossa primeira parada turística de verdade, em Veneza, foi na igreja (ou era uma catedral?) de Sta. Luzia (ou Lucía, em Italiano), a padroeira dos olhos. Quando menor minha avó costumava benzer a gente com arruda dedicada a Sta. Luzia, para sarar conjuntivite e (costumava funcionar)! O lugar era bem bonito e não cobrava para entrarmos. Ah! Esse foi um dos critérios de escolha dos pontos turísticos: optamos por tudo que era de graça e aberto ao público, hehe.,

     
    50 cents de euro pra acender a vela eletrônica. QUE? haha

    O corpo de Sta. Luzia mumificado. Meio grotesco isso, né?


    Não sei, exatamente, em quantas igrejas fomos. Sei que foram muitas. MUUUIIITASSS. Uma coisa que me incomodou em Veneza, pra além do povo grosso, foi a quantidade de urina que fica jogada em todas as quinas. Teimaram comigo que era de cachorro, mas acho que cachorro não anda deixando poças em todos os corredores da cidade. Por conta disso, a maior parte dos pontos sem grande circulação fedia horrores! 


    Falando em fedor, ao contrário de todas as lendas que me contaram até hoje, os canais não fedem esgoto. Em alguns (muitos) pontos da cidade, porém, o fedor de lixo, peixe, urina e cigarro é insuportável, mas nada que venha diretamente da água, até então.




    Nós almoçamos pizza em um restaurante local, e apenas um funcionário falava inglês. Deu pra nos virarmos com o italiano arranhado com espanhol, mas foi chato achar mais um local com certificado do Trip Advisor para turismo não ter funcionários preparados para lidar com outras línguas. De todo modo, pagamos uma média de 4 Euros na pizza pequena (que é a grande para nós) + 2 Euros de taxa por pessoa, por conta de algum impost  da cidade. Valha-me Deus! Outros lugares que olhamos para almoçar variavam entre 20 a 50 Euros um almoço normal. E as pizzas iam de 7 a 15 Euros por pessoa nos lugares mais badalados. Aiaiai!

    Então, estávamos nos virando com um pacote de salada, biscoito e frutas que comprei no dia anterior, porque comer pela cidade era bem inconcebível. Qualquer coisa que não fosse pizza saltava lá pra casa das duas dezenas!
    Imagens do Arsenal de Veneza. Lembra disso em Assassin's Creed?






    Enfim, essa foi Veneza. Não posso dizer que gostei. Haha! Achei a cidade bem entupida de gente, suja, sem verde (só tinha uma pracinha com árvores), sem opções humanas de alimentação adequada, com muita urina espalhada e pouca, ou nenhuma, acessibilidade. É um lugar bonito de se conhecer, mas não acho que valha mais de um dia de viagem. Depois de um tempo a paisagem começa a ficar repetitiva e você acaba se perdendo no labirinto da cidade.

    Tirei algumas fotos das gôndolas famosíssimas, mas não achei elas pra postar :(
    Não animei andar, já que a média de preço era de 20 a 200 Euros pra cruzar a cidade no barco. E os gondoleiros eram super grosseiros! Não rolou mesmo, ainda mais com o congestionamento de barcas que tava tendo lá no canal principal hahah

    Minha recomendação é: Estude o idioma, estude os principais pontos turísticos, e só parta para Veneza com um roteiro bem traçado e bastante comida na mochila. Estipule bem o tempo de andança de um monumento ao outro, e assim você poderá ver de perto o que quer sem perder muito tempo com a repetência do cenário. Ah, Google Maps é seu melhor amigo aqui,