domingo, 27 de março de 2016

Desafio do Moda Lolita MG: 1 Peça = 7 coords

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Nesse mês a Alê, da nossa comunidade de moda Lolita aqui de BH, propôs um desafio super legal! Deveríamos todas pegar uma peça de nosso guarda roupa e transformar em sete variações de uso, trocando acessórios e peças de apoio para criar looks diferenciados. 

Quando topei fazer estava certa de que não conseguiria mais de três variações, principalmente se considerando a pouca quantidade de acessórios que tenho, mas acabou que saíram as sete (algumas praticamente idênticas a outras, mas... vamos fingir que não) e eu me diverti bastante nesse desafio!

A peça que escolhi foi o vestido Vincent da Poti*Poti. Achei que o JSK seria a melhor opção, pois a blusa que você coloca por baixo já faz uma diferença escabrosa no coord, além de ser possível transformá-lo em apenas saia ou apenas colete de acordo com as peças que você coloca por cima.

Vincent, da Poti Poti
Uma das coisas que percebi é que eu só tenho duas bolsas. Hahaha!
Preciso de mais algumas diferentonas para poder usar, mesmo que até então apenas duas já tenham suprido a demanda. (Quero uma em formato de caixão, por favor...)

Mas vamos aos coords:
1) JSK com bolero por baixo simulando blusa, wristcuffs, meia calça e sapatinhos. Para o cabelo, uma florzinha.
Esse foi o mesmo coord que usei no encontro com a Metal, que pode ser visto aqui.

2) Uma blusa de verdade por baixo, bolsinha (mas que o preto não combina com o preto do vestido), meias curtas, sapatinho redondo e flor amarela para o cabelo, da mesma cor da estampa.

3) Mudança de cores! Blouse por cima do JSk, o que transforma ele em saia, meias estampadas com anjos, sapatinho bodyline, coroa de flores, underskirt branca e bolsa branca.

4) Cadê o JSK que tava aqui? Virou colete! Esse foi o meu coord favorito, e deixa claro para mim que preciso de um colete desse agora mesmo! Botei a underskirt por cima, a blusa por baixo, sapatos pretoss e meias brancas. Talvez sapato branco tivesse ficado melhor. Esqueci do acessório de cabelo, mas talvez um laço grandão sob um barrete preto tivesse ficado bom.

5) De volta ao básico. Blusa comprida sobre o jsk, transformando ele em saia. Tudo bem preto, com undeskirt e véu com flores negras na cabeça.

6) Um dos meus favoritos também! Overskirt com abertura na frente, blouse de manga de renda, acessório de flor no pescoço, flor pra cabeça e meia calça preta com sapatinhos.

7) Da primeira vez que desenhei esse vestido eu tinha pensado nesse exato coord. Laço na cabeça, luvas longas, bolero de pele, bolsa básica, sapatinhos e meia calça preta.
Ufa! Demorei um tempo para conseguir pensar em todas as variações, mas isso mostra que dá pra versatilizar o guarda roupa com algumas peças coringa. Nem imaginava que tinha tanta opção assim só com um JSK e é claro que esse tipo de visualização aumenta a vida útil da peça (não vou vender até usar todas as variações dela!)

Agora quando for pensar em novas peças para fazer sempre terei em mente as suas próprias variações. Ajudará tanto quem for usar quanto na hora de fazer propaganda, não é? :)

Até a próxima <3

quarta-feira, 23 de março de 2016

Lolita Plus Size, pode?

6 comentários
Imagem tirada da Parfait Doll
PODE, É ÓBVIO.
Mas você não veio até aqui para ler isso, não é mesmo? Está mais do que claro que você não depende de nada além da sua boa vontade e disposição para poder começar na moda Lolita, e nem peso, nem cor, nem altura, nem condição financeira podem te impedir disso, acredite em mim.

Não é raro, porém, ler balbúcias de pessoas que dizem que não, que essa moda é apenas para moças pequenas, brancas, magras, jovens e belas. Mais do que isso, infelizmente não é raro ver meninas desistindo de tentar nesse hobby por conta do seu peso.

Mas não tem nada disso. Lolita é sobre sentir-se bem consigo mesma dentro de um estilo que você curta. De gótica a Maria Antonieta, é você quem tem de se achar linda nas cores, cortes, tecidos e peças que escolher.

O que é Plus Size dentro de lolita?
Infelizmente (ou felizmente?) esse termo é muitíssimo vago. Por isso mesmo todas as fotos usadas aqui no post foram de meninas que se consideravam plus size (e assim se taggearam no tumblr). Se usarmos o mundo da moda tradicional, acho que boa parte do mundo possa se enquadrar dentro da noção de Plus Size, já em lolita é bem relativo encontrar o consenso, principalmente porque o estilo vem sempre se atualizando de acordo com a demanda que surge nas ruas.
PollyPocky
Mas eu me acho gordinha e tenho certeza de que não ficaria bem em um desses vestidos cheios de frufru...
Antes de tudo, lembre-se que você não precisa se estufar de frufru. Existem estilos dentro da moda que adotam um visual mais sóbrio. Uma dica é optar por peças que não seja muito carregadas de detalhes na área do busto, por exemplo, para distribuir o olhar pelo resto do coord. Agora, veja bem essas garotas e aprecie toda a capacidade delas de ficarem maravilhosas em seus vestidos, e seus pesos ou tamanhos não têm nada a ver com isso:

MintyFrills
Ok, entendo que posso. Mas por onde começo?
Comece entendendo o seu corpo (e estudando a moda!). O que te faz bem? Quais cores você gosta? Como encontrar um corte que valorize o seu corpo? Esse é o primeiro passo para encontrar o seu lugar dentro desse estilo. Existem cortes que moldam a cintura, enquanto outros prendem-se sob os seios. O que fica melhor em seu corpo? A cintura imperial costuma ser a favorita, já que ela se abre no busto e não aperta na cintura, podendo ser também uma opção mais confortável. Ela não marca na barriga, um ponto geralmente sensível para quem se considera Plus Size, além de aceitarem medidas até 110cm, ao contrário das cinturas das marcas populares que costumam aceitar até 80cm.
Princess-zero
O que eu preciso para saber se o vestido serve em mim?
A grande vantagem de lolita é que você compra roupas pelas medidas do seu busto e cintura, e não por padrões como P, M e G, que são vaguíssimos, não é mesmo? Então comece tirando suas medidas e mantendo-as sempre anotadas consigo. Você precisa entender que existem algumas expressões que talvez facilitem a sua vida na hora de comprar um vestido, como o maravilhoso "Shirring":
Isso significa que existem elásticos na roupa e que ela deve aumentar alguns centímetros, favorecendo a moldagem no corpo. Não só isso, essas peças também esticam e tem um alcance muito maior do que as com apenas zíper, crescendo de 10 a 30cm na área do busto e cintura. Daí é uma boa sair atrás de peças com shirring e half-shirring.
candydoesnthaveapoint
Outra coisa é sempre buscar as medidas da loja (elas geralmente estão assinaladas junto da peça) e, caso não encontre algo que sirva, buscar as opções de Custom Size. Quer dizer que a loja se dispõe a fazer a roupa sob medida (geralmente acrescido de 10$), independente das suas medidas :)
Você também pode conferir esse link para entender a média de algumas lojas.

E se eu não gostar de nada nas lojas, como faço?
Nesse caso você tem a opção de mandar alguém fazer, fazer você mesma ou comprar algo e customizar no seu gosto.
plussizefairykei
As pessoas vão rir de mim se eu me vestir de lolita?
Pessoas decentes não. Infelizmente a moda não é nada mainstream, então, como em qualquer estilo, terão pessoas que não entenderão. Mas, no geral, a abordagem do público 'de fora' é amigável (geralmente nos confundem com princesas, ou com pessoas que fazem teatro haha). Não se esqueça de que você também não está sozinha. Sempre que precisar você pode recorrer à comunidade mais próxima (em BH temos uma maravilhosa e super acolhedora!) e pedir ajuda das outras Lolitas. A parte mais legal do Hobby está também na interação com outras(os) participantes!
fuckyeahchileanlolitas
Deixo aqui o nome de algumas lojas estrangeiras que fazem modelos maiores que os tradicionais:
Little Dipper
- Lady Sloth
- Glitter Tale
-  Bunny House
- Bunberry
- Bodyline 

E, por fim, algumas imagens de inspiração. Infelizmente não tenho o nome de usuário dessas  garotas então, caso conheça, não deixe de comentar!



porcelainsong
Gostou? Corre lá e comece no hobby então! Sem mais amarras <3
Dúvidas? Não deixe de comentar!

sábado, 19 de março de 2016

Livro: O Demonologista

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O Demonologista
Andrew Pyper
ISBN: 8566636406
Páginas:320
Lançamento: 2015
Preço: R$24.00
Editora: DarkSide Books
Pontuação: *** ( 2/5 )
"Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.
Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno." 

O Demonologista faz parte do meu desafio desse ano de ler pelo menos 10 autores de ficção que não sejam de autores americanos ou britânicos. Andrew Pyper é canadense, e provavelmente autor do primeiro livro de terror "adulto" que eu ouso ler. Confesso que peguei o livro mais ou menos na sorte, não sabia do Hype que estava por trás do título. Acessei o site, conferi o saldo do meu Sodexo Vale Cultura, e fui nas promoções do site e selecionando tudo o que daria para encaixar no orçamento e no desafio dos 10 autores ao mesmo tempo. Não só isso, eu já estava curiosa para ter um livro da DarkSide há algum tempo.


A edição, como eu já esperava, não decepciona. O acabamento do livro é maravilhoso, começando pela capa aveludada (se você já me segue no snapchat provavelmente viu os surtos que gravei com a qualidade do livro), os relevos nas palavras, a divisão de capítulos com páginas negras, espaçamento, fonte e papel creme, ilustrações e anexos ao final do livro. Ele é maravilhoso, e com certeza é um daqueles livros que ficam perfeitos como centro na mesa, ou de acessório para fotos.

Mas bem, pra mim, ficou só nisso mesmo. E agora me adianto a explicar o que me leva a dar 2 estrelas para esse livro que é tão adorado pelas interwebs afora.


Começando pelo protagonista, confesso que só descobri o nome dele agora, enquanto procurava pela sinopse para colar aqui. O tal do David, apesar de ser também o narrador dessa história, não me inspirou simpatia desde o começo, e daí parece que ele não também não toma qualquer atitude para te convencer de que você deve torcer é para ele ao longo da história. Confesso que em diversas situações eu esperava que ele se desse mal, morresse ou fosse tomado pelos demônios pra ver se dava alguma agitada na história, mas o bendito mantém chato e quadrado do início ao fim.

Ah, outra coisa muito irritante é que as coisas simplesmente caem no colo de David para que ele vá para a próxima pista. A impressão que tenho é de que existe uma grande mão invisível empurrando o pastelão do protagonista pra próxima fase, já que ele não tem energia suficiente para estudar e avançar por si mesmo.

Lembro de ter lido em algum lugar da sinopse que David seria um erudito. Erudito talvez só na intenção. O protagonista é um homem de um livro só, e péssimo conhecedor de Demonologia, como você vai perceber ao longo do texto e em suas interações com o "Inominável". Eu, na minha limitação acadêmica a respeito dos estudos de teologia, estaria mais preparada pra lidar com o Diabo do que o David, que de referência só tem Milton e seu Paraíso Perdido. O cara provavelmente nunca leu mais que duas páginas da Bíblia (apesar de suas únicas referências de demônio serem cristãs), ou A Divina Comédia, e isso eu explicarei mais para frente.

Na verdade, o personagem é bem instável. Num momento ele é cético. No outro tá ok conversando com o demônio. Numa hora ele é ateu. Depois ta pensando em Deus. Numa hora é o certinho, depois ta lá roubando carro como se fosse uma atividade diária, sem medo, sem dúvida, sem oscilar. WAT? Ele é o narrador, mas, em diversas situações, tem acesso ilimitado à mente de outras personagens. Ele é algum tipo de X-Men? Não? Então como ele consegue descrever o que pessoas e espíritos estão sentindo? Pode ser só uma suposição, você diria, mas acho que vai além disso. Fosse esse um livro em terceira pessoa talvez o autor teria sucedido melhor na proposta de um terror de verdade.


Falando em terror, já aviso aqui: Esse livro NÃO assusta. Assistir ao jornal da noite provavelmente o deixaria mais impressionado que a aparição dos demônios e suas manifestações nesse livro. Nesse ponto, porém, admito que minha inclinação religiosa pode ter atrapalhado um tanto na experiência como leitora, mas, vamos lá, de todo modo:

-> Os espíritos do livro não se incluem na lei do eletromagnetismo universal. Espírito é energia, bem como toda manifestação que lhe é dada. Ele só consegue se tonar um obsessor se existe afinidade ou cessão voluntária de energia. Mas os do livro são bem divinificados, ou seja, tem acesso livre a qualquer um, vão pra onde lhes interessa e se apossam de quem querem. Pensando que os espíritos inferiores rondam livremente, onde estariam os superiores? Só pessoas más têm vida após a morte? Eles simplesmente não existem no livro. Baita quebra de expectativa e polarização conveniente à narrativa.

-> O Demônio só pode tomar a forma de pessoas que já morreram. (????) Ele espera a pessoa morrer (ou mata elas quando quer, nunca vi demônio tão livre pra agir antes...) e só então personifica elas. E calma, ele pode personificar duas ao mesmo tempo! E fazer as duas aparecerem juntas! Ele faz mitose? Ou ele controla a alma dos mortos? Se ele tem elasticidade espiritual para morfar sua imagem, não deveriam existir limitações para mortos ou vivos, não é mesmo?

-> O demônio é TÃO, mas TÃO poderoso que ele pode entrar no corpo de alguém (sabemos que espíritos não entram no corpo da pessoa, mas estabelecem ligações. Dois corpos não habitam um mesmo espaço, e isso é bem claro para a física) e saltar de algum lugar e fazer o corpo desaparecer na queda (??)! Sim, o demônio desfaz e refaz materialidade terrena. Ele se materializa a partir de fluidos que não sabemos de onde vem, e desfaz esses mesmos fluidos com a mesma facilidade.

Aí vem uma série de furos irritantes na história. (Não estou nem falando da narrativa ainda, mas apenas na construção das personagens e suas interações). O David é ultra letrado, o maior especialista, o melhor sei lá o quê dos Estados Unidos, mas obviamente não faz a mínima ideia de como se combate um demônio. Ele leu a Bíblia, a gente percebe em uma e outra citação ao longo do livro, mas obviamente só leu umas 5 páginas. Tivesse lido com a dedicação de um verdadeiro acadêmico, (há maior repositório de histórias de demônios cristãos?) ele teria se dado conta de que a maior arma contra qualquer tipo de espírito inferior é a palavra:
"Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoniados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos..." (Mateus 8:16)
"Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês." (Tiago 4:7)
"Todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um novo ensino - e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!"" (Marcos 1:27)
 "Jesus o repreendeu, e disse: "Cale-se e saia dele!" Então o demônio jogou o homem no chão diante de todos e saiu dele sem o ferir. Todos ficaram admirados e diziam uns aos outros: "Que palavra é esta? Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles saem!" (Lucas 4:33-36)
 E daí pra mais umas 200 citações em que fica claro como se combate um demônio. David, ao contrário, deixa-se levar pela ignorância, e precisa de 300 páginas para finalmente entender que poderia tentar argumentar contra o demônio (e nisso ele falha miseravelmente). Oh, so smart.


 Outro problema que não deu para ignorar é a quantidade de brechas e falhas que existem no discurso do diabo malvadão do livro. Ele repete várias vezes que é importante se rebelar e não obedecer autoridades e que gosta disso, mas chama Satanás de "mestre" e se diz "seu servo" mais de uma vez. (????) Seus argumentos são todos muuuuito humanos para um ser que está se arrastando entre as sombras por milênios. Pelo que o livro mostra, ele gastou esses milhares ou milhões de ano lendo Milton. E só. Porque é só disso que ele fala.

A resenha acabou ficando bem maior do que eu esperava, então vou resumir os outros pontos do livro:

- Tem uma cena desnecessária de quase-sexo, que até agora não entendi.
- A narrativa é arrastada, as descrições de lugares são péssimas e perdem o fôlego logo no início.
- Ao longo de todo o livro você sente que o autor está "trying too hard" para deixar o livro com um tom sombrio, e isso destrói tudo. 
- A personagem mais legal vai embora nas primeiras páginas.
- O livro não é sobre demônios. Se ele for sobre alguma coisa, é sobre depressão e paternidade.

- Os diálogos são mais ou menos. Estão longíssimo de terem um bom fluxo, mas também não são truncados como em uma leitura juvenil.
- A igreja está atrás do protagonista também, mas pelo visto ela só tem dinheiro pra mandar um random mal treinado.
- Ele acredita em espírito, mas não em vida após a morte. Essa parte eu acho a mais ???? do livro. Se não existe vida, o que é o espírito?  Um eco? Isso também não fica claro no livro.
- O final é péssimo e acaba no ar.




Apesar de tudo, o livro é bem visual. As descrições, os arranjos, os diálogos e o clima são todos bem "filmescos" e acho que isso que deve ter sido isso que agradou quem realmente gostou do livro. Dá para ler e ir montando seu filmezinho mental. Mas o final... ah, o final. Desejo boa sorte ao diretor que pegar o filme que vai sair. Se ele for tão capaz de transformar o livro como foi Peter Jackson com Senhor dos Anéis, talvez saia algo legal. Mas até então, zero chances de eu ocupar minha mente com o seu lançamento.

Finalizo essa resenha com uma coisa que aprendi com Stephen King: Um livro ruim valerá 100 vezes mais que qualquer oficina de escrita criativa. E ele está certíssimo, principalmente se tratando de O Demonologista. Depois de ler tudo isso já sei exatamente o que NÃO fazer se um dia decidir escrever um terror. Ou qualquer outra coisa na minha vida.

sábado, 12 de março de 2016

Fui ao lançamento do livro: Segredos do Reino

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Ontem (11/03) fui à Leitura do Pátio Savassi para o lançamento do livro "Segredos do Reino". O autor, Lucas Hargreaves, é amigo de infância, lá dos tempos do fundamental no colégio, e ontem lançou seu primeiro título literário <3

Eu fui vestida de mendiga...
Eu nunca havia ido a um lançamento de livro antes. Eu geralmente vejo isso nos filmes ou em entrevistas na televisão, mas confesso que nunca conheci ninguém que fosse lançar, nem nunca vi convite ou anúncio de algo que pudesse chamar a atenção (ou minha presença). Mas, daí, é óbvio que ontem eu não poderia faltar.


O lançamento foi no Terraço Leitura (que, até ontem, eu não sabia que existia). E tava cheio de gente bem vestida sendo servida por alguns garçons que carregavam vinho e água, para além do lanchinho com queijo que estava exposto na mesa por lá. O Lucas ficava no centro, ao fundo, autografando livro por livro e parando para fotos (que trabalhão essa parte!). Eu tava vestida como mendiga, já que não fazia a mínima ideia de como me vestir para ir pra lá, e reparei que grande maioria tava bem elegante (eu tava de ônibus, qual a chance de ir arrumadinha?).


<3

Enfim, foi bem legal a primeira experiência :D O livro saiu a R$40.00 lá na Leitura da Savassi, com direito a xícara temática de brinde e autógrafo na hora.

Ainda não peguei o meu para ler, mas a sinopse já promete muito! (Ainda tenho de terminar o 'Nós, os Afogados.. meu deus, que livro imenso.)

 O que uma princesa, um comerciante sem sorte, uma pintora excêntrica, o líder de uma quadrilha, um monge amnésico e um homem depressivo com apenas dez centímetros de altura têm em comum? Bem, por ora apenas um único objetivo: desmascarar o perverso rei Clausius perante a população do reino, destronando-o de uma vez por todas. Conseguirão eles lidar com todos os obstáculos que atravessam seu caminho, incluindo o próprio exército real?

"Há peças demais no xadrez. É hora de chacoalhar o tabuleiro." - Rei Clausius.

Ficou curioso? Aproveita para seguir a página do livro no Facebook.

sábado, 5 de março de 2016

Meeting Lolita - Metal is back \o/

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Foto: Rafael Araújo
Nesse final de semana a comunidade daqui de Minas organizou um encontro para receber uma de nós que está fora do estado. Fomos lá para a confeitaria Momo aproveitar que o espaço é mais fechado e o pessoal não se importa de fotografarmos ali dentro (acho isso tão demais e inteligente! Depois postamos as fotos por todos os lugares com o nome do lugar exposto pros quatro cantos da internet e eles ganham divulgação gratuita! - E nós, as fotos e um lugar para nos encontrarmos.)


Eu realmente não estou com vontade de comer doces esses dias (nos últimos tempos tenho diminuido cada vez mais meu "sweet tooth".), e daí fiquei só na empadinha de palmito mesmo (estavam sem tortas por lá).

Dessa vez decidi fazer um vestido novo com um tecido que achei numa loja aqui perto. Foi em questão de dias pra ficar pronto, e confesso que já estava com um coord separado aqui para caso esse não desse certo, hahah!


Acabou que usei um bolero por baixo do vestido ao invés de uma camisa, e deu certo demaaaais! Não derreti de calor e foi bem confortável. Tentarei aumentar minha coleção de boleros para poder assim mais vezes. Ah, farei um post separado depois só para ele e mostrar algumas partes do processo de elaboração e finalização (já que postei tudo no snapchat mesmo e agora... já se foi. hauhuahua)


A luz do andar de cima, infelizmente, não colabora muito pras selfies no meu celular. Ele já tem a tendência de amarelar as fotos, daí com a luzona amarela de lá acaba que tudo fica bem loucão (e acaba que tremi como louca nessas duas fotos).


E... por enquanto é isso. Eu não costumo ficar muito tempo nos meetings porque final de semana é quando tenho tempo para organizar meus 83803902 projetos paralelos (durante semana é impossível...), e daí eu acabo fazendo uma pequena agenda do meu dia para poder coordenar tudo sem afogar nada e, claro, sem perder minha escassa vida social.

Ah! Quando eu estava saindo da Momo uma garota me parou e:

Ela: Oh, com licença, você é... Lolita?
Eu: Hmm, sim.
Ela: Nossa, você está linda! Não sabia que tinham Lolitas aqui no Brasil, ainda mais em BH.
Eu: Ah! blablabla comunidade blablabla página no facebook blablabla
Ela: Que alegria encontrar uma lolita aqui, estou muito feliz. E você está linda. Tchau!
Acho que esse é o melhor tipo de elogio. O misto de surpresa não tornou a aproximação dela creepy. Na verdade achei bem fofinha. (E ela tinha o cabelo loiro frizado enorme e maravilhoso. Ficaria muito bem num vestido todo preto e... heheh)

Até a próxima <3