terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Filme: A Garota Dinamarquesa

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A Garota Dinamarquesa
(The Danish Girl)

Ano: 2016
Duração: 119 minutos
Gênero: Drama, Biografia
Pontuação: ** ( 3/5 )

"Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.

(Sem SPOILERS! )

Estava ansiosa por esse filme desde que descobri que o diretor seria o mesmo de Os Miseráveis. Não só isso, a história era um tanto diferente do que estava acostumada a ver por aí, e daí pensei que valeria a pena, também como experiência, para pensar e criar personagens trans ou nesse processo de descoberta e aceitação.

Eu não sou muito fã de drama, principalmente porque o final geralmente é bem previsível. E nesse filme não foi diferente. Já aviso que o trailer lançado entrega praticamente tudo, então o elemento surpresa não foi lá o forte da Garota Dinamarquesa. Pelo menos não para mim.


 Mas, também não era isso o que eu queria. Uma coisa que me fez apaixonar pelos Miseráveis foi a montagem das cenas, que parecem todas usar uma paleta cuidadosamente escolhida. Todos os frames podem ser separados, impressos e enquadrados para serem pendurados na parede, e era isso que eu esperava ao pegar A Garota Dinamarquesa para ver. E consegui!

As cores e tonalidades do filme são todas maravilhosas, e não são poucas as cenas em que encontramos todos os personagens e background usando uma mesma paleta de 2 ou 3 tonalidades.


Ah sim, vamos à história: Não achei tão TÃO. Como já disse, o trailer entregou praticamente tudo, e é uma história real, então é fácil fazer inferências ao longo do filme e ir quebrando qualquer chance de "wooow não esperava por isso!". Algumas pessoas reclamaram da questão da representação (Por que não escolher um ator trans para esse filme?) e concordo que teria sido mais interessante assistir com um ator/atriz que tenha passado pelo processo, mas não diria que o escolhido foi mal, muito pelo contrário. Apesar de não gostar do ator (por conta de outros personagens que ele já fez, haha!), admito que ele me convenceu ao longo de toda a narrativa de que realmente estava naquele conflito interno.


Mas bem, eu recomendo esse filme não pela trama, nem pelo visual, nem pelos atores, mas pelas discussões que ele pode levantar. Passei o filme inteiro questionando (e sendo questionada) questões de valores e preconceitos. Acho um filme bem bom para refletir a respeito, e talvez criar um pouco mais de empatia por quem passa por situações semelhantes, mas que também levanta questões sobre a padronização do processo. Em conversa com amigas trans percebi que nenhuma foi como o personagem de A Garota Dinamarquesa. Nenhuma passou pelo processo de dupla personalidade que é retratado no filme, e fiquei bem curiosa para saber se isso é comum de acontecer.

Enfim, termino esse post com essa imagem. Espero que se lembre dela quando for assistir ao filme:


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