domingo, 25 de outubro de 2015

Missão ENEM: O Retorno (Dia 2)

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Hoje, enfim, veio o dia que eu queria para o ENEM.
Apesar de não ter sabido aquela questão de ontem, Matemática (com nada de física!) sempre foi a matéria que consegui manter o 100 até o final do ensino médio. Hoje a divisão principal era português e inglês + matemática + redação, ou seja, coisas nas quais eu, na tese, tenho alguma facilidade.

Ah, antes de falar sobre isso, vamos às novas estatísticas irrelevantes:
Hoje 9 pessoas foram de havaianas (contando comigo);
As pessoas da sala aparentemente não aprendem com a experiência e hoje só eu levei blusa de frio. O resto ficou fungando e espirrando.
2 pessoas que foram ontem faltaram hoje. (E uma delas era o único rapaz da sala);
Fui, novamente, a primeira a sair da sala;
Nenhuma saia e, novamente, dois vestidos contra o resto de calça jeans;
Duas pessoas deixaram a caneta cair até o momento em que eu saí da sala

Sobre a prova de português e inglês, o foco, apesar da nomenclatura diferenciada, estava na interpretação textual. Algumas pediam conceitos relativos a períodos artísticos no Brasil e poucas (raríssimas) dependiam de conceitos relativos a conceitos gramaticais apenas. A de inglês / espanhol estava facílima, para variar. A de inglês ainda mais fácil que a de espanhol, caso queira saber.

A prova de matemática me pegou em algumas partes, mas, graças a deus, a matemática não admite apenas a resolução por decoreba, permitindo o uso de lógica para boa parte de suas questões. Para aquelas que eu não sabia (tipo a fórmula do volume do cilindro), eu pude adaptar coisas que eu sabia (como calcular a área de um círculo, afinal, uso isso toda vez que tenho de costurar uma saia) para resolver a questão com sucesso. Não só isso, para aquelas que envolviam medidas espaciais, pude usar desenho e um tantão de lógica para resolver :D Yay!

Já a redação, enfim, trouxe o tema da violência contra a mulher como foco. Eu deixei a redação por último dessa vez, aproveitando a parte inerte do meu cérebro, enquanto eu resolvia as outras questões, para ir formulando o texto. Assim, quando terminei as 1938273 perguntas eu voltei à folha de redação e o texto estava praticamente pronto na minha mente \o/ Hahah Lifehacks!


Acho que a primeira coisa que pensei quando vi o tema foi aquele dizer "machistas não passarão". Isso nunca foi tão real antes, hauhahua! De todo modo, o tema foi bem tranquilo. Consegui encaixar texto nas 27 linhas e tratei da necessidade de representatividade feminina (inserida de maneira natural) nos aparelhos democráticos do estado, além da abertura de mais canais de escuta e visibilidade dos problemas sociais advindos de práticas que reforçam noções de desigualdade de gênero. Mas minha esperança é que a visibilidade do próprio tema tenha alguma repercussão positiva nos jovens :)

Enfim, hoje eu pude ouvir mais comentários no pós prova:

Não entendi o tema da redação, nada a ver! Escrevi qualquer coisa lá, umas 10 linhas, pra disfarçar, né?

Da 90 pra frente eu respondi, as de antes eu saquei tudo... Tinha umas palavra que eu  nunca vi antes.

#&¨&@#*& que prova difícil do ¨#%&#*¨(*!!!

Já vou pegar o papel do cursinho ali fora, por que né....

Saí a tempo do jogo! Ufa! Ainda bem!

Hahaha, agora é só esperar o resultado! Confesso que estou ansiosa pelo da redação :) (O resto tanto faz. ahuhauha)


sábado, 24 de outubro de 2015

Missão ENEM: Dia 1

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Esse final de semana (hoje, para ser mais exata), eu fui fazer a primeira prova do ENEM.
Me inscrevi para o concurso no mês em que o edital foi lançado, ou seja, antes de começar a trabalhar. Meu objetivo era entrar no curso de letras, formar em licenciatura e poder dar aula de  literatura para ensino fundamental em escola particular. OOOU cursar cinema de animação e artes digitais because of reasons.

Mas daí eu comecei a trabalhar e percebi que não conseguiria manter a rotina de ir para o trabalho -> curso até 22.30 -> chegar em casa 00:00 -> acordar 5h -> Ir para o trabalho novamente sem algum dano, a longo prazo, ao meu sistema nervoso. Além de provavelmente ser incapaz de conseguir fazer todas as tarefas que exigem trabalho mental, me dedicar às coisas da faculdade, fazer bem o meu trabalho e ainda alimentar os projetos pessoais de relevância pra minha vida com alguma saúde e qualidade de vida. 

Daí eu não estudei para o ENEM e decidi que iria fazer (já havia pago, né?) mais por prazer e medição da minha capacidade de fazer uma redação dentro dos critérios entendidos como aceitos pela equipe de correção.

Dito isso tudo, vamos ao dia de prova! Yay!

Algumas estatísticas sem relevância alguma mas que deu pra observar enquanto eu esperava ser liberada da sala:
Faltaram 10 pessoas na minha sala;
De 50, apenas 1 era homem;
Apenas uma mulher tinha idade aparente acima de 40 anos;
Não havia ninguém de saia. Todas estavam de calça ou short jeans com exceção de 3 que usavam vestido;
Só eu estava de havaiana;
Apenas uma moça tinha cabelo curto (acima dos ombros);
12 tinham o cabelo descolorido (contrapondo 80% das meninas que eram assim quando fiz ENEM pela primeira vez. Acho que a moda está mudando, huahuauhahua);
Uma das participantes levou três sacolas de comida;
Apenas o rapaz da sala usava relógio;
Apenas uma garota não havia levado o celular para a sala;
5 pessoas lacraram a identidade dentro do saco-lacrador e tiveram problema depois na hora da conferência;
Fui a primeira a terminar a prova na minha sala;
O Ar condicionado devia estar a -10°C;
Todas as Lauras da sala eram bonitas. uaheuaheuhae brinks.

Sobre a prova, agora.
As primeiras 45 questões envolviam Ciências Humanas e suas Tecnologias. Ou seja, interpretação de texto, história e geografia. Essa parte estava terrivelmente fácil. Digo, tudo era questão de ter vivido alguma parte da sua vida fora das paredes da escola, visto/lido notícias globais nos últimos 6 meses, assistido alguns filmes ou documentários estilo History Channel e jogado qualquer coisa como Assassin's Creed e Harvest Moon uma vez na vida.

Coisa que, infelizmente, a gente não costuma fazer enquanto está passando pelo fundamental até o ensino médio (mentira Harvest Moon eu joguei sim.), já que parece que nossa vida se resume às notas e provas da escola.

O vocabulário da prova estava até bastante complexo para meu eu do ensino médio. Tenho certeza que eu teria agarrado em uma ou outra, coisa que fiquei feliz de não ter acontecido agora (pelo menos estou mais confiante do meu senso interpretativo aos 23 anos).

As questões foram bem atuais, para a falar a verdade. Tinha desde novos modelos econômicos (como economia chinesa) até trechos de Simone de Beauvoir e Paulo Freire.


Já sobre a segunda parte da prova haviam questões podiam ser facilmente resolvidas com um pouco de lógica, mas grande maioria pedia conhecimentos de química (coisa que nunca tive, e continuo não tendo) e decoreba de fórmulas (só sei Vi Vovó Atrás do Toco // V=Vo+a.t, hehe). Infelizmente nunca consegui aprender essas coisas na escola e, não encontrando aplicação prática para os conceitos mais intrincados, acabei apagando tudo da memória. Haha

A única questão que me parou de verdade foi uma com essa imagem:
 
A questão era o seguinte: Sabendo que o cilindro em cima do triangulo estava perfeitamente equilibrado e dividido em 8 partes iguais (e com um saco de arroz de 5kg preso a uma das pontas), qual o peso total desse cilindro regular?

Na minha mente eu faria: 5 + 3x = 5x (ou seja, 5kg + 3 partes com um peso X é equivalente às 5 partes com esse mesmo peso X). Daí daria que x = 2,5. Se são 8 partes iguais, a barra pesa 20Kg no total. Ok faz bastante sentido na minha cabeça, mas está errado. huahuahua Ainda não parei pra pensar como fazer esse troço direito, mas vou pensar nem que seja a última coisa que eu faça esse mês (depois eu esqueço). (as opções eram 3kg, 3,5kg, 5k, 6kg e 15kg. Marquei 6 porque estava depois do meio, que seria muito óbvio ahuahuahu).O Mashiro T. Araújo, claramente mais competente que eu, deu a solução:
Se considerar cada quadradinho como 1 de comprimento, a barra tem 8 comprimentos (sei lá, 8 metros), cada uma com igual massa "m" em quilos (logo, mKg),
5 x 3(metros) + 3m x 1,5(metros) = 5m x 2,5(metros)
pq 1,5metros? pq o centro de massa dessa porção da barra está na metade dessas 3 unidades da barra (3/2 = 1,5), e 2,5 pq o centro de massa da outra parte está em 2,5, metade do tamanho da outra parte da barra.

5x3 + 3mx1,5 = 5mx2,5 => 15 = 12,5m - 4,5m => 15 = 8m => m = 15/8, que é a massa de cada quadradinho em quilos. Como são 8 quadradinhos, ( 15/8 )* 8 = 15kilos
Obrigada! Juro que nunca vi isso na escola, hahaha

Tirando essa questão todo o resto envolvia entender uma pá de coisas de química e fórmulas de física que você nunca vai usar na vida se não for trabalhar nessas áreas. Hahaha.

E foi isso!
Quando saí havia mais um grupo de pessoas saindo comigo, e ouvi desde: "MEU DEUS A PROVA MAIS DIFICIL DA VIDA" até "BATATA".


domingo, 18 de outubro de 2015

Filme: A Colina Escarlate

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A Colina Escarlate
(Crimson Peak)

Ano: 2015
Duração: 105 minutos
Gênero: Drama, Fantasia, Horror
Pontuação: ** ( 3/5 )

"‘A Colina Escarlate‘ (Crimson Peak) acompanha o dia a dia de uma autora que, depois de ter seu coração roubado por um estranho sedutor, é arrastada para uma casa sombria no topo de uma montanha de barro vermelho-sangue – um lugar repleto de segredos que vão assombrá-la para sempre. Entre o desejo e as trevas, entre mistério e loucura, encontra-se a verdade por trás de Crimson Peak, a Colina Escarlate. "

(Sem SPOILERS! )

Eu não sou de filmes de terror, horror, susto, violência etc e tal, mas acabei topando assistir "A Colina Escarlate" depois de um convite irrecusável (e depois de ver o trailer com o Tom Hiddleston).

Cheguei no cinema já me preparando mentalmente para as cenas de horror que viriam, mas foi uma grande surpresa perceber que o filme não entrega exatamente o que propõe o trailer. Não, nada de terror, nada de horror (para além de cenas sanguinolentas que não fazem diferença alguma para a trama), nada de cenas que ficarão na sua mente te impedindo de dormir. O filme é tomado de uma estética bem particular, e algumas escolhas, infelizmente, não foram lá as melhores para o clima de tensão que ele deveria passar.


O grande tcham do filme, na minha opinião, é a paleta de cores usada: São dois tons + preto ou branco, dependendo da cena. Vemos amarelo sempre ligado à protagonista (uma alusão ao calor humano que ela parece trazer?), além dos tons vermelho, verde e preto em cenas que um espírito provavelmente aparecerá. Um pecado, porém, foi a inserção de várias transições de cena que mais pareciam aquelas transições horrendas do Power Point 1997.


Falando em espíritos, não precisa se preocupar. Ou eles são óbvios ou são estúpidos. Darão menos medo que dementadores de Harry Potter. Menos medo que Silent Hill em gráficos de PS1. Menos medo que a personalidade da irmã do Thomas, personagem de Tom Hiddleston.  Os espíritos estão tão deslocados da trama quanto a personalidade de boa parte dos personagens, abrindo vários buracos na compreensão da história que deveria ser contada.

O início é fantástico. Todo o desenrolar das falas, dos ambientes e das relação entre as personagens na primeira parte do filme realmente me convenceram. A maneira com que ele começou trazia tudo para ser um dos meus filmes favoritos do ano, e a velocidade com tudo ia se desenrolando sem atropelar a lógica da narrativa criou em mim a expectativa de um final estupendo. Mas é perceptível, com o passar das cenas, que o final, infelizmente, poderia ser um só. E o é (exatamente o que você espera que ele seja).

Fiquei bem decepcionada com o desenvolvimento das personagens. Como disse antes, muitos ou não tem personalidade ou ela existe em oscilações de cenas. As roupas, o figurino geral, a caracterização dos personagens e dos ambientes, a música e a iluminação são, sem sombra de dúvidas, impecáveis. E são esses elementos que fazem o filme valer a pena (e a bundinha do Tom que aparecem por 0.5 segundos. ahuhauhau). Já o CG é bem péssimo. Bem... obviamente CG - coisa que não pode acontecer nesse tipo de filme, né?


Outras coisas que você também não encontrará nesse filme (e o trailer faz parecer que você terá): Sensualidade, a vida de escritora da protagonista, espíritos tocando o terror e, até a última cena do filme, loucura.

Minha parte favorita (com relação às personagens) foi a atuação inicial do Tom Hiddleston (fangirl sry), o pai da protagonista e as reações faciais dele e as expressões subentendidas de Jessica Chastain que fazem com que você fique querendo adivinhar o mistério do filme o tempo todo.

Enfim, recomendaria o filme se você se enquadra em qualquer um desses parâmetros:
a) Fangirl do Tom Hiddleston
b) Fã de ambientações fantásticas
c) Designer de figurinos

Não, ele não é ruim. Mas também está longe de ser o filme do ano.
Saí com vontade de ver o tal filme de vampiro que o Lok--digo, Tom, fez.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Resenha: Missionários da Luz

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MISSIONÁRIOS DA LUZ
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
EMMANUEL

DITADO POR ANDRÉ LUIZ
ISBN: 8573288019
Páginas: 382
Lançamento: 1944
Preço: R$36.00
Editora: Federação Espírita Brasileira;
Pontuação: ( 5/5 )
"Com psicografia de Francisco Cândido Xavier, os 20 capítulos que compõem Missionários da luz apresentam os mistérios da reencarnação e todo o trabalho dos encarregados de conduzir o processo do renascimento. É a continuidade do aprendizado na vida espiritual e da certeza de que a morte física é apenas o início de uma nova jornada.A partir das palavras do Espírito André Luiz, conhecemos a importância do esforço na busca pelo autoaperfeiçoamento, a participação do perispírito como organização que molda as células do corpo e as diversas formas possíveis para manifestações mediúnicas e contatos entre os planos terrestre e espiritual.Terceiro volume da coleção A vida no mundo espiritual, Missionários da luz ensina que a Providência divina sempre concede ao homem novos campos de trabalho, por meio da renovação incessante da vida pela reencarnação.
” 
Ao contrário do "Obreiros da Vida Eterna" a leitura do Missionários da Luz foi, sem sombra de dúvidas, a melhor de toda a coleção de André Luiz até agora! O livro tem um ritmo muito mais tranquilo de acompanhar que o seu sucessor, e a divisão do conteúdo é inteligente e bem estruturada. É possível traçar pequenos paralelos dentro dos assuntos postos, bem como uma clara continuidade nas lições trazidas por André Luiz.

O livro já começa abordando a questão da epífise, do ponto de vista da espiritualidade, apresentando a real importância da glândula no funcionamento de nosso corpo, bem como a importância dos padrões mentais para a saúde do organismo físico.

Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.(ch2)

O livro segue tendo Alexandre como mentor dos mais diversos acontecimentos. Esse personagem, ao contrários dos outros (transitórios) apresentados ao longo da série "No mundo espiritual", acaba revelando um perfil bastante simpático e envolvente, não sendo impossível considerar a criação de breves laços afetivos ao longo da trama.

Missionários da Luz traz ainda a elucidação, segundo ponto de vista espírita, de processos como o sexo, reencarnação, aborto, obsessão e cura magnética em pacientes de todo o tipo, além do relato de diversas situações que pedem interferência de planos superiores para a resolução de conflitos de encarnados. O livro, enfim, traz um caráter único de elucidação de valores de toda ordem, sendo valiosa aquisição para estudiosos da doutrina.

Agora é só rezar para que os próximos livros sejam tão leves e práticos de serem entendidos. (E que os arcos sejam bem separados, pfvr)