sábado, 25 de abril de 2015

Aproveitando o intervalo...

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... para postar foto de trabalho. Hahaha

Na verdade estou esperando um vídeo renderizar e finalmente deu um tempinho para vir aqui no blog. Essa semana foi menor, mas justamente por isso foi muito mais difícil e atribulada! >_<

Para aqueles que ainda não viram, eu comecei agora com um blog / coluna chamado "Multiplayer" na revista Elástica, aquela feita durante o Curso Abril de Jornalismo desse ano.

É só clicar para ir para lá conferir minha primeira postagem! ^__^

http://elasticam.ag/do-primeiro-videogame-a-gente-nunca-esquece/

Espero que possam acompanhar, prometo postar só gracinhas! <3 hahahah (mentira)

Agora, sobre as costuras, essa semana eu terminei mais um vestido de corujinha e essa fofura vermelha aqui!

Ele é todo de algodão, com detalhes rendados e shirring nas costas. Fiquei tão orgulhosa quando o vi pronto, mas mais ainda quando vi como a menina que é dona dele gostou! Essa, sem dúvida alguma, é a melhor parte de se fazer esses vestidos: Receber um feedback super positivo de quem recebe os produtos. Fico mais feliz que as meninas quando elas gostam do vestido ^3^ <3

Aproveitei o gás para começar mais um projeto! Será uma saia de cós alto. Estou apaixonadíssima por esse tecido e tentarei fazer o máximo de peças possível! <O>


A respeito dos desenhos, estou trabalhando duro para alguns coletivos essa semana, então já imaginam como estou correndo... para não falar no ACIII que tem roubado minha vida. Platinum mais sofrido depois de One Piece ._.

Até a próxima! <3

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Quem disse, Berenice? - Batom Vermelindo

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Nessa segunda-feira a Quem Disse, Berenice? fez uma promoção de 60% de desconto em todas as linhas de batons cremosos em comemoração ao Dia do Beijo. (só para lembrar, a Quem Disse é uma das marcas que não testam seus produtos em animais!)

Eu não sou muito de usar batom, principalmente por que muitas das cores não pegam direito na minha boca (??), mas se tem uma cor que eu sempre preciso ter por aqui é o vermelho. Confesso que só uso quando estou de cosplay e para o dia a dia, quando lembro, fica apenas o gloss sobre os lábios. Mas bem, se pretendo fazer um novo ensaio de Hungria (Halloween) esse ano, era óbvio que eu precisava de um batom à altura.

E foi assim que decidi aproveitar a promoção e pegar esse tom maravilhoso de Vermelho! <3 O batom saiu a 12R$ +  frete = 19R$. Ele chegou hoje cedinho com um motoqueiro do correio e veio bastante bem embalado.

A cor, como já disse, é maravilhosa. Ela fixa bem nos lábios (estou com ele há 4h e já comi de tudo e ele continua lindão na boca) e tem um toque levemente aveludado. O cheiro é gostosinho e some bem rápido depois de usado :)





Recomendado <3

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Exposição: Retratos de Assis Horta

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Ontem aproveitei que estava saindo do médico para passar no Palácio das Artes. Semana passada eu havia dado uma espiadinha na montagem dessa exposição, e fiquei super feliz ao vê-la, finalmente, pronta!

Tirei algumas fotos com o celular (que... tadinho...) e não tive tempo de editar :(
Mas espero que goste mesmo assim!
Lembrando que a exposição está na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignar, aquela que fica logo à direita quando você pisa para dentro do palácio.





Aqui vocês podem ver a parte interna da exposição. Está bem aberta e fácil de andar, com fotografias imensas penduradas na parede.








Cenário imitando o mesmo cenário usado nas fotos!






Fotômetro :)
Enfim, as fotos são inquestionavelmente maravilhosas. Detalhes como o terno no tamanho errado, mãos fechadas, cenhos franzidos, meia grande para os sapatinhos, penteados de todos os tipos (tinha até uma meio Maria Antonieta!) fazem tudo muito mais incrível. Tive vontade de sentar ali para ficar desenhando essas fotos o dia inteiro, principalmente pela questão de luz e sombra, que foi minuciosa observada pelo fotógrafo.

Recomendo! <3

domingo, 12 de abril de 2015

Conto: Cathos II

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CATHOS II

Baixei os olhos para evitar a luz vermelha que vinha forte em minha direção. Era o quinto chamado essa semana e, dessa vez, eu tinha certeza de que encontraria Gallahad.

Não havia mais de três meses que havia sido resgatada pelo grupo 13 de Depuração, sendo incorporada à equipe responsável pela limpeza de territórios de pouso no planeta EKS-10. Atuávamos sob ordens diretas de Victor Marshall que, nesse exato momento, impedia minha passagem para a sala de controle.

– Cathos.

– Senhor. – Parei há alguns poucos centímetros. Tentei baixar a cabeça, mas ele ergueu-a com violência. Sua mão enluvada apertava a lateral de meu rosto, fazendo com que as bochechas se comprimissem como se eu fosse uma criança.

– “Victor” – Corrigiu. Seus olhos bizarramente vermelhos encaravam-me com tanta intensidade que fez correr um leve arrepio por meu corpo. – Para onde pensa que vai?

    Livrei-me de seu aperto e saltei para trás. Minha testa franzia quase que por instinto, mas eu sabia que não tinha autoridade o suficiente para enfrentá-lo agora.

– Para onde o “senhor” desejar. – Ele ergueu as sobrancelhas, e eu sabia que devia ter parado por ali.
 – Não tem sido assim desde que cheguei?

– E assim será enquanto eu “desejar”. – As aspas que usara em sua voz tornavam aquele aveludado sonoro em algo terrivelmente irônico. Sem pestanejar, pousou a mão direita sobre meu ombro e puxou-me para dentro da sala com um solavanco.

    Paramos diante do monitor principal e ali eu vi, enfim, o símbolo vermelho que me chamara a atenção no quarto. Victor, ciente do que eu buscava com os olhos, desligou o alerta e alterou as rotas de comando, sinalizando para que as tropas em serviço não se dirigissem à região. Uma lágrima quente subiu-me os olhos enquanto o aviso em vermelho desaparecia na tela.

    Victor observava-me atentamente. Sabia que analisava minha expressão agora, então fiz algum esforço (que eu suspeitava ser em vão) para não deixar transparecer a raiva que começava a ebulir dentro de mim. A lágrima não escorreu, e pude testemunhar sua luta para manter-se dentro dos olhos, junto do resto de dignidade ao qual eu ainda teimava me agarrar.

– Cathos, há quanto tempo você está aqui?

 – 83 dias, senhor.

– Hm. – Ele arranhou a garganta enquanto deixava um suspiro breve escapar. – Você tem família na Terra?

– Não, senhor.

– Amigos?

– Sim.

– Sente falta deles? – Ergui meu rosto de súbito, confusa com a série de perguntas. Victor sempre fora bastante econômico com suas palavras, não dispensando mais do que ordens e algumas raras ironias. Isso significava que o que eu sabia dele se limitava ao que pudera observar desde que chegara à base do grupo 13. E não, isso não era mais do que sua preferência por chá preto e pelo hábito de apertar os próprios lábios com o indicador enquanto pensava.

– Naturalmente. – Respondi enquanto engolia o choro.

– Da unidade 8822? – Sabia que falava de Gallahad, meu companheiro de nave que havia se perdido próximo de um ninho de vespas carnívoras.

– Sim.

   Minha afirmação soou mais baixa, e ele logo voltou a andar pela sala. Não podia vê-lo, mas sabia que se posicionava atrás de mim. Senti quando tocou meu ombro, a respiração soando próxima demais.

– Cathos... Um final feliz depende de onde paramos de contar nossa história. – Meu coração gelou nesse instante. – Você pode escolher parar agora e ter seu amigo como uma boa e saudável recordação, ou pode seguir com seu conto de fadas e se deparar com um “felizes para sempre” bem diferente do que esperava.

   Mantive-me em silêncio por mais alguns segundos. Meus olhos pararam sobre as botas de couro envernizado que Victor usava. Não haviam manchas ou arranhões, mesmo que fossem estas as mesmas usadas em batalha. Ele deu um passo para trás e me surpreendeu com um abraço na altura da cintura. Meu coração só não saiu pela boca por que ainda estava bem preso ao meu corpo, mas juro que em outra situação ele provavelmente sairia e começaria a correr para longe.

– V-Victor? Que raios está pensando...?

   Tentei me desvencilhar daquele abraço, mas só então reparei que prendia um cinto de combate ao redor de meu corpo. Dentre outros apetrechos, segurava com cuidado um vidrinho com um líquido verde, e não se dignou a explicar do que se tratava. Apertou-me contra si mais um pouco e logo se afastou, saindo em direção à porta. Ouvi-o virar-se mais uma vez e esperar que eu o encarasse de volta.

– A frustração, experimentada repetidas vezes, pode vir a se tornar um vício doentio, Cathos. Preferiria vê-la morta a degradada sobre as próprias incapacidades. – Eu não fazia ideia sobre o que Victor falava, mas observei seu semblante sério endurecer sob um olhar frio. – O peso da irrealização é pesado demais para essas mãos de menina.

   E sem dizer mais nada, saiu de volta para o corredor. Suspirei impotente, incapaz de compreender o sentido de suas palavras, mas sabia que não havia tempo a perder. Voltei-me para o monitor da sala e puxei a localização do alarme. Gallahad não estava muito longe. Essa seria a melhor, ou talvez a única, chance de resgatá-lo.

    Saltei para fora da unidade de defesa já com as armas em punho. O GPS sinalizava a direção que eu deveria seguir para chegar, em segurança, até o ninho das vespas. Coloquei o visor sobre os olhos e abaixei o corpo. Correria por aproximadamente 40 minutos até ser obrigada a rastejar para dentro da terra. Não teria como dar errado.

Dessa vez eu estava preparada.

   

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Experimentando em Quadrinhos

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...E não mais em tirinhas.

Essa semana eu decidi arriscar duas páginas inteiras para uma personagem que criei há um tempinho. Como já comentei numa outra postagem, eu estou habituada a fazer apenas tirinhas virtuais, dessas em que você coloca quadrinho sobre quadrinho. Na revistinha esse formato acaba ficando um pouco cansativo, daí o melhor é ir variando.

Bem, comecei rascunhando no papel a página inteira para logo em seguida passar para o computador:


Mas percebi que isso levava tempo demais e ainda engessava um tanto o processo de finalização, já que eu ficava presa ao modelo inicial.

Daí decidi fazer os desenhos soltos na página, programar o layout num rascunho, só com quadradinhos e depois passar para o PC e montar no próprio computador o formato da página.


E em praticamente 12h deu pra fazer duas páginas finalizadas.


Claro que o desenho final é ultra simples, mas é exatamente esse o objetivo: tornar o processo de produção bem rápido para eu ir experimentando a construção da narrativa :)

Vou deixar a segunda página aqui, para vocês terem uma noção desse arranjo visual :D

E é isso! <3

terça-feira, 7 de abril de 2015

Joguei: Assassin's Creed IV - Black Flag

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 Dessa vez não quis esperar o Platinum para fazer esse review...! E já vai um aviso, será o maior review que já fiz na vida (até eu postar o de Dynasty Warriors 8). Então peguem um cházinho, um pacote de Doritos, sente confortavelmente na cadeira e prepare-se para muito, muuuito texto.

Para aqueles que não têm minha conta na PSN adicionada (lazhiral), preciso contar que sou uma super fã da série Assassin's Creed. Venho jogando em sequência desde o primeiro (e saltei o III, que começo essa semana) e ainda tenho o gás da história, da jogabilidade e das músicas maravilhosas renovados a cada novo título experimentado.

O título dessa vez foi o BLACK FLAG, o quarto jogo da série linear numerada, que vem com a temática de Piratas! :D Sim, isso mesmo, o jogo é recheado de piratas, músicas de navegação, praias, tempestades, maresias, batalhas navais e água. Muita água (e nenhuma sereia, ok?)


Para cobrir tudo o que quero cobrir, dividirei o post em alguns tópicos:

HISTÓRIA

Tomarei certo cuidado para não deixar spoilers, mas como é inevitável nessa seção, deixarei escrito SPOILER em caixa alta toda vez que for falar algo que você não descobre nas primeiras cenas :)

ACIV traz consigo resquícios da maldição do Liberations: A história começa cheia de possibilidades, com base para uma storyline maravilhosa, muitos cenários abertos para desenvolvimento, mãaas... ele não é capaz de manter o mesmo ritmo ao longo das, mais ou menos, 20h de jogo. Se fizesse um gráfico (pessoal) da história, provavelmente seria algo assim:

O Mundo Real, ou seja, dentro da empresa Abstergo, começa cansativo. Você fica ansioso para ir logo para a ação, para se livrar dos longos diálogos e do bla bla blá interminável, mas com o passar da história, acaba ficando ansioso para voltar para o mundo real. Este tem o seu próprio ritmo cronológico e dá várias pistas a respeito do Observatório (alvo de interesse do Edward in-game). Com o passar do jogo, várias opções vão se desbloqueando dentro do prédio da Abstergo e os vários colecionáveis contendo fragmentos da história geral da série vão tornando o mundo real muito mais atrativo do que normalmente é. Outro ponto positivo para esse cenário é que você joga com... você. Isso mesmo. O jogo torna para primeira pessoa (aquela visão como se fôssemos os olhos do personagem) e nunca é revelado se somos homem ou mulher, alto ou baixo (mentira, somos mais ou menos da altura do Shaun de ACII), europeu ou indiano e por aí vai. Você é você, e os personagens tomam cuidado para não usar nenhum pronome demonstrativo de gênero!

De todo modo, no mundo real, fora da Animus, a história corre a respeito da própria Abstergo e seus projetos de coleta de material. Seu personagem é um pesquisador selecionado para testar a storyline de Edward e que acaba se envolvendo com um hacker "misterioso" que lhe guiará em busca da verdade por trás das paredes lustrosas da Abstergo. Alguns eventos e personagens são ainda relativos aos jogos anteriores da série, criando um gancho mais especial para esse modo.

Voltando à história principal, dentro da Animus e à respeito de Edward Kenway, o pirata-assassino-não-tão-legal-quanto-Ezio, temos dois momentos claros que podem ser divididos entre: Fatos sobre o solo e fatos em alto mar. Apesar de ser um jogo de piratas, com navios e muitas, mas muitas batalhas navais, você tem quase todas as CGs se passando em terra firme. Dentro do próprio navio são poucas as cenas de história que se desenvolvem, e acho que aí perderam uma chance bem legal de fazer do próprio navio um personagem mais chamativo ao invés de apenas um meio de transporte que chega a ser enfadonho mais para o meio da narrativa.

Falando em meio da narrativa, é justamente nesse ponto que a diversão (como mostrada no gráfico) despenca. O protagonista, perdido nos próprios objetivos, entra em um loop de suas próprias ações. Você só entende que esse ponto foi proposital quando ele finalmente acaba (e até quando outros personagens passam a questionar as atitudes do protagonista), mas é uma pena que, ao contrário do que aconteceu com Ezio, Edward demore demais para se dar conta do próprio erro, comprometendo o "recheio" da história.

[SPOILER] Para mim, o gancho para a história só voltou quando finalmente Edward decide se juntar aos Assassinos. Como muitos personagens mencionam ao longo da história, um homem às vezes ambiciona viver sob um credo ou uma ordem qualquer que dê sentido às suas vidas, e verdade maior não poderia ter sido dita, e exemplificada, a respeito do próprio andamento do jogo. Enquanto Edward parece perdido no seu desejo de alcançar o Observatório, que, até o momento que ele é encontrado, poderia ser apenas uma ilusão, outros personagens vão ganhando espaço e parecendo bem mais interessantes que o próprio protagonista (que está perdidão o tempo todo). A ambição desregrada de Edward (claro, ele vira um pirata, não vive sob regras até então) cansa. O que ele faria com o Observatório? Alguns personagens chegam a indagá-lo, e sua resposta é sempre "fazer muito dinheiro". Mas esse "fazer dinheiro" fica vago e despropositado quando você percebe que algo muito maior está acontecendo o tempo todo no jogo e você simplesmente não faz parte disso. O que eu não teria dado para jogar com Billy, Barba Negra ou mesmo Adéwalé que, mesmo grudado em Edward na maior parte do jogo, percebe essa movimentação por trás da visão do pirata-assassino e se envolve a tempo de salvar a própria personalidade.[/SPOILER]

Enfim, o final compensa muito desse "desmiolo", principalmente ao reforçar a personalidade de algumas das várias personagens esquecidas ao longo da narrativa, e a lição de moral deixada é sim a cereja do bolo. Os saltos temporais não têm o mesmo efeito da narrativa de Aveline, que parecia um grande quebra-cabeça com peças faltantes, mas constrói um background suficientemente coeso até mesmo para o jogador de primeira viagem.


EDWARD KENWAY
Edward é essencialmente diferente de todos os outros protagonistas até então. Ele não é formalmente um Assassino como Altair, Aveline ou mesmo Ezio (que também não começa sendo se você jogou Brotherhood.), e é claro que isso reflete (ou é consequência?) na personalidade avessa do personagem.

Ele não me cativou até o último momento do jogo, quando finalmente se dá conta dos próprios erros e decide que é hora de repará-los. Infelizmente, Edward, já era tarde demais para mim, e fui incapaz de te amar ;(

Ele é bruto e rude nos modos. E a Ubisoft foi muito feliz ao retratar isso nos gestos do personagem. Ao retirar uma pedra ou abrir uma garrafa ele muito se assemelha a um Viking desses de filmes antigos, que arranca as coisas com os dentes e senta de perna aberta sem cerimônia alguma.

O sotaque gostoso e o piratês (joguei em inglês, só pra lembrar) são fáceis de se reconhecer ao longo da história (e preciso comentar que a dublagem de AC quase nunca deixa a desejar), reconstruindo a personalidade de Edward. Ele é sonhador, irresponsável e extremamente ambicioso, e são essas três características que parecem construir o personagem em um primeiro momento. Seu amadurecimento é lento e desencadeado apenas por reviravoltas profundas na história, sendo forçado a mudar por conta das perdas que sofre. Mas isso, claro, não tira o mérito do personagem.

Ele ainda está longe de passar por cima do Ezio, na minha opinião enviezada de fã ;) , mas já ocupa a segunda posição de protagonistas favoritos da série.  (Também acho o Yusuf e o Leornardo mais legais que ele, mas...) Queria ter encontrado um Edward mais cínico, mais jovem, mentalmente falando. Infelizmente ele parece já ter nascido com 50 anos nas costas, e mantém um humor mais seco (será esse o tal humor britânico que não consigo entender?) ao longo da maioria dos diálogos.

E bem, para quem curte o estilo físico de Edward, não faltam Eye Candies :)

(Ainda tenho espaço para reforçar que trocaria todas essas cenas de fanservice dele por umazinha do Ezio?)

PERSONAGENS FEMININAS
Um ponto muito importante no jogo, e que não vejo muito falar por aí, é a respeito das personagens femininas presentes ao longo de toda a narrativa. Caroline poderia ser a primeira a ser citada aqui, mas pularei diretamente para Mary Read - a minha favorita desde a primeira vez que a vi.

Prepare-se que agora vem alguns [SPOILERS]. Mary, que você inicialmente conhece sob o pseudônimo de Kidd, é uma mulher, assassina e pirata que se traveste de homem na maior parte do tempo. Nenhum outro personagem parece se dar conta da verdadeira identidade de Mary (mesmo sendo óbvio desde a primeira vez que você a vê e escuta a sua voz).O que a confere certa liberdade para agir dentro do escopo dos Assassinos. [/SPOILERS]

Sem spoilers agora :)
Mary é uma mulher forte, de objetivo fixo. Não teria reclamado se houvesse sido ela a protagonista do jogo, já que  parece estar muito mais envolvida com os acontecimentos da storyline que o próprio Edward. A maneira firme com que defende seu credo lembra bastante os primeiros momentos de ACI, com Altaïr e todo o grupo de Assassinos que encontramos pela primeira vez. Ao longo de todo o jogo Mary tenta colocar algum senso na cabeça de Edward. Infelizmente só vemos resultado mais para o final da trama, o que desperdiça demais a personagem super interessante que criaram! Os encontros com ela vão se tornando cada vez mais escassos e o desenvolvimento de sua personalidade é relegado a segundo plano. Por vezes tive a impressão de que Mary servia como uma bússola para os fatos que circulam ao redor do Observatório, aparecendo apenas quando Edward não tinha mais nenhum outro recurso. Falando em Edward, o clima que criam entre os dois personagens é de uma camaradagem que não costumamos ver entre dois personagens de sexos opostos nos jogos. E não é só isso, Mary, ao contrário de outras mulheres figurantes como Cláudia e Lucrezia, não precisa ser carregada em momento algum do jogo (mesmo na última cena em que aparece, podemos perceber que a tentativa de salvá-la não se concretiza. Ela, literalmente, não foi salva por Edward em momento algum do jogo, mas realizou o contrário em diversos instantes.). Ela atua, até certo ponto, como a mentora que Edward precisava ter ao seu lado para se colocar em uma linha definida de propósitos. A distância entre os dois personagens certamente foi decisiva para o tal "recheio vazio" da narrativa.

  Mary tem a dose de cinismo e dissimulação que faltavam em Edward, e isso a teria feito uma maravilhosa protagonista.

 Mas bem, Mary não é a única personagem feminina de destaque em ACIV. Anne Bonny, uma NPC que começa meio tímida e que, ao longo da história, vai crescendo de maneira própria e muito sutil. Confesso que não prestei atenção nela até o momento em que você presencia uma conversa dela e Mary em segredo. Daí em diante fiquei impressionada com as várias vezes em que estive em contato com Anne mas não havia me dado conta.

Ela começa como uma simples atendente de bar e vai evoluindo, provando-se muito mais corajosa e mentalmente resistente que boa parte dos outros personagens. Ela é mais uma personagem independente (independente também sexualmente, se é isso que você queria ler), que vai mostrando um posicionamento avesso aos costumes da época e que, mesmo assim, parece não se importar muito, tomando decisões e atitudes que não esperamos.  Ela não cede aos pedidos de Edward nem de nenhum outro homem, mas age, no final, de acordo com os seus próprios desejos.

E claro, Melanie. Sua guia e mentora dentro da Abstergo, responsável por toda a explicação do funcionamento da empresa e ponto chave para a história dentro do escritório:


EM ALTO MAR


 Como já disse antes, boa parte do jogo passa em alto mar, dentro do Jackdaw, o seu navio. No início ele começa bem fraquinho e entrar em combates será doloroso e cansativo. Não só isso, tentar completar 100% nas missões na primeira vez, usando o navio, será terrivelmente frustrante.

Mas nada temas! Com o avançar da história, e com o investimento certo, logo logo Jackdaw se torna uma máquina mortífera incrivelmente eficaz. Ok, nem tanto, mas, pelo menos, você vai poder destruir os navios menores só trombando neles.

O cenário enquanto está no mar é incrível. Impecável. Maravilhoso. Astonishing!

Dentre todos os ambientes do jogo, o alto mar com céu limpo é, de longe, o mais fascinante. As ondas possuem variações aleatórias, espuma condizente com a movimentação local, tempestades variáveis, chuva, dia, noite, ventos fortes, maresia e, principalmente muita música! Toda vez que você viaja com o seu navio os tripulantes começam a cantar alguma canção (previamente coletada) tradicional. Falarei mais dessas "shanties" na parte de músicas desse review, mas já adianto que foi uma das coisas mais legais que colocaram nesse jogo

MULTIPLAYER
Comecei a gostar do Multiplayer depois de mais de 5 horas de jogo, quando finalmente habilitei as habilidades especiais e o modo Wolfpack. Nesse modo você joga em atividades colaborativas contra os NPCs. Ou deveria ser assim. Como acabo jogando no servidor Latino Americano, e não é novidade para ninguém o perfil de boa parte dos jogadores dessa região, o jogo termina sendo contra os seus próprios companheiros e a gulodisse deles em matar sem se preocupar com os pontos e a finalização do modo.

Sim, a falta de cooperação para as mais simples tarefas tira muito da diversão do multiplayer co-op (omg, era para ser Co-op!) e torna o processo de aumentar de nível muito mais trabalhoso e cansativo (principalmente se você está em busca do Platinum.

Falando em platinum, os trophies do Multiplayer estão relacionados ao seu nível (chegar ao 55), às habilidades e armas que você usa e a jogar em todos os modos disponíveis. Recomendo olhar a lista de troféus antes e não fazer como eu, que só foi olhar quando terminou tudo e descobrir que poderia ter economizado uns dois dias de jogatina se tivesse me concentrado em comprar as coisas mais úteis para o Trophy :(

(Por que não tem um Multiplayer de navios?)

MÚSICAS
Se você já conhece a franquia já deve estar careca de saber como as músicas são, essencialmente, a identidade do jogo. Em ACIV não é diferente, e desde a primeira tela de abertura do jogo você já é invadido pela música tema do jogo. (Se eu fizesse um jogo e fosse rica, certamente chamaria esse compositor abençoado que faz as músicas de Assassin's Creed)

Acho que nesse tópico, melhor do que escrever, eu deveria deixar aqui as melhores peças para você ouvir e tirar suas próprias conclusões:


Não só isso, o navio vem equipado com uma espécie de "rádio marítima". hehe, brincadeira, mas em alto mar os seus tripulantes todos cantam as chamadas "shanties", ou canções tradicionais de navios. Vou colocar aqui a minha a favorita, para você ter uma noção do que se trata:




Não é exatamente a respeito da música, mas uma coisa que achei bastante legal foi a opção de escolher a dublagem em português para todos os personagens! Minha conta é americana e o jogo, comprado pela PSN, é também de origem americana. Encontrar, mesmo nessas condições, a possibilidade de jogar na minha língua materna foi realmente legal. Acabou que enjoei nos primeiros minutos e acabei voltando para o inglês mesmo, que é impecável. De todo modo, as dublagens dos NPCs acompanham a localidade visitada, o que significa que, estando em um local de colonização portuguesa, você os ouvirá em português e, estando em um lugar de colonização espanhola, você os ouvirá em espanhol. Esse pequeno detalhe é uma das coisas que me faz amar demais essa série <3 A atenção aos detalhes e os pequenos mimos que podemos encontrar ao longo do jogo vão criando uma atmosfera maravilhosa de se estar!

TROFÉUS
Os troféus dessa vez não são tão easy-mode como os do Liberation, nem tão recheado de colecionáveis como o AC II. Boa parte está concentrada em investimento de materiais e tempo na melhoria de seu navio, exploração do mapa e, claro, avanço na história.

Até o presente momento estão me faltando os de completar as melhorias do navio,os objetivos em 100% e destruir os navios lendários (que provavelmente será a última coisa que farei).

Ah sim, dessa vez os troféus multiplayer existem, mas são mais simples que os anteriores (até então), requerendo apenas um monte de grind e paciência. Muuuita paciência. Justamente por conta disso procurei jogar nesse modo aproveitando do bônus diário de 2x na experiência. Daí jogava uma ou duas partidas por dia, juntando uma média de 40k de XP pelo modo Wolfpack. Cheguei no 55 sem muita dor e juntamente do avanço na história principal.

Eu daria dificuldade 5/10 nessa, mais pela necessidade de se juntar materiais para dar upgrade (o que achei chato e demorado) do que pela necessidade de habilidade manual do jogador mesmo. Arrisco a dizer que, no final, a platina depende um tanto mais de sorte do que de habilidade nata (não chegando a ser extremo como o One Piece Musou, por favor).

COLECIONÁVEIS
Enfim, uma das coisas mais legais desse jogo é a quantidade inesgotável de colecionáveis que não servem apenas para decorar ou deixar algo mais bonitinho, e sim para completar o background do cenário criado para Assassin's Creed como um todo. Até a metade do jogo eu estava me importando em coletar TUDO o que era possível, mas acabei deixando de lado coisas como baú e Animus Fragments que não davam, de maneira literal, conteúdo imediato.

Dentre os colecionáveis que dão conteúdo estão, fora da Animus, Hackear os computadores e coletar post-its pelo prédio. Já dentro da Animus você encontra garrafas com mensagens e manuscritos. De todos, hackear os computadores era o mais divertido, já que liberava conteúdo relativo aos outros jogos da série e sobre o destino de Desmond Milles após o final de ACII. Com o conteúdo liberado você tem acesso a diversas nuances da história que nunca foram explicadas, bem como insights dos livros e spinoffs da série.

A respeito dos fragmentos da Animus, prepare-se: estão todas espalhadas pelo imenso mapa do jogo, ficando não apenas nas cidades e localidades oficiais, mas também nas ilhas, espaços aleatórios no mar e debaixo d'água. No início eu estava bastante empenhada em coletar todas as que podia, mas assim que abri todo o mapa marítimo percebi que não haveria tempo nem disposição para pegar uma a uma. Mas, se você se divertiu coletando as 100 penas de ACII sem usar guia algum, certamente se divertirá buscando os fragmentos (que ficam marcados no mapa previamente!).
 
Por fim, minha avaliação:

História:
Personagens:
Movimentação:
Ambiente:
Música:
Diversão:
Final: 80/100